Críticas e boicotes marcam amistoso da seleção brasileira contra a Índia

Quando a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou um amistoso contra a Índia, na primeira Data Fifa após a Copa do Mundo de 2026, a intenção era conectar-se com uma torcida que sempre apoiou a seleção brasileira. No entanto, o duelo marcado para 3 de outubro, em Calcutá, gerou controvérsias. Setores da imprensa, representantes de torcedores, ex-jogadores e dirigentes esportivos criticam a decisão da federação local de enfrentar a pentacampeã mundial. Os principais pontos de crítica são: Desistência dos ASEAN Games: A Índia abriu mão de participar da competição homologada pela Fifa para o sudeste asiático, que ocorrerá entre setembro e outubro. O país estava no Grupo A da primeira divisão, ao lado de Indonésia, Malásia e Cingapura. Alto custo do evento: O amistoso custará cerca de 6 milhões de euros (R$ 36 milhões), um valor que muitos consideram excessivo. Entre os que se opõem ao amistoso, há um consenso de que o investimento deveria ser direcionado ao desenvolvimento do futebol no país, como a construção de campos e a melhoria das categorias de base. Bhaichung Bhutia, ex-capitão da seleção indiana, pediu publicamente que os torcedores não comprem ingressos ou assistam ao jogo. "Boicotem esse jogo contra o Brasil. Acho que essa seria uma mensagem muito forte", afirmou em um podcast indiano. O técnico croata Igor Stimac, que comandou a seleção da Índia entre 2019 e 2024, também criticou o amistoso, chamando-o de "apenas uma jogada de marketing". Apesar das críticas, a CBF mantém seus planos, considerando a partida como um agradecimento ao povo indiano pelo apoio durante a Copa do Mundo. Além do amistoso contra a Índia, a seleção brasileira enfrentará a Austrália nos dias 25 e 29 de setembro, e em novembro, participará de um torneio em Cingapura, enfrentando o Japão.
Source: UOL Esporte - 2026-08-21