Ancelotti e as escolhas de jovens talentos: lições com Kaká, Henry e Buffon

Carlo Ancelotti, renomado treinador, possui um histórico intrigante com jovens promessas, destacando casos como Thierry Henry, Endrick e Arda Güler. O ge analisa como o técnico lidou com esses atletas em momentos cruciais de suas carreiras. Thierry Henry teve uma passagem conturbada pela Juventus entre janeiro e julho de 1999, onde fez apenas 21 jogos, marcando três gols. Em entrevista, ele revelou que se sentiu desrespeitado em uma reunião com Ancelotti e o diretor do clube, Luciano Moggi. O próprio Ancelotti admitiu que seu erro foi não perceber imediatamente o potencial de Henry como atacante: "Eu só tive três meses para treinar o Henry... Pessoalmente, eu não o teria deixado ir se dependesse apenas de mim." Endrick, jovem atacante do Real Madrid, teve uma trajetória semelhante, onde, em 37 partidas, jogou apenas 845 minutos. Ancelotti trouxe Kylian Mbappé, dificultando a posição de titular para o brasileiro. Arda Güler, também sob o comando de Ancelotti, teve média de apenas 27 minutos em campo, apesar de seu talento. Por outro lado, Ancelotti foi crucial na ascensão de jogadores como Kaká e Vinícius Júnior. Kaká, contratado pelo Milan em 2003, destacou o papel de Ancelotti em sua carreira: "Foi o grande treinador da minha carreira..." Vinícius, por sua vez, alcançou o protagonismo em 2021/22 sob a orientação do italiano. Além disso, Ancelotti lançou Gianluigi Buffon no Parma quando ele tinha apenas 17 anos, solidificando sua reputação como um treinador que valoriza o potencial dos jovens. Buffon reconheceu: "Carlo Ancelotti é o treinador a quem mais devo." Esses exemplos mostram que, embora Ancelotti tenha sido cauteloso com alguns jovens, ele também teve coragem de impulsionar talentos quando acreditava que estavam prontos.
Source: Globo Esporte - 2026-06-19