Controvérsias marcam a Copa do Mundo de 2026 nos EUA, apesar de expectativas positivas

A Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, deveria ser um evento sem polêmicas, mas diversas controvérsias estão à espreita. O torneio, que marca o retorno ao país, ocorre em um ambiente onde a diplomacia e os conflitos internacionais não geram tanta tensão como nas edições anteriores na Rússia e no Catar. Entretanto, problemas se acumulam para os torcedores. Um dos principais desafios será a entrada no país, especialmente devido ao aumento de participantes, de 32 para 48 seleções. Cidadãos de países como Argélia e Cabo Verde enfrentam exigências de cauções de US$ 15 mil para obter visto, enquanto outros quatro países enfrentam proibições. O Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira (ICE) tem recebido críticas por suas práticas de detenção, que incluem relatos de condições desumanas em centros de acolhimento. O temor é tão grande que a FIFA considera pedir ao presidente Donald Trump a suspensão das atividades do ICE durante o torneio. Além das complicações na imigração, o preço dos ingressos se tornou um assunto polêmico. Com pacotes de ingressos sendo vendidos a preços dinâmicos, o valor para a estreia do México contra a África do Sul alcançou US$ 1.410, apesar de inicialmente custar US$ 745. Ingressos da Categoria 4 chegaram a custar US$ 1.000. O transporte também apresenta desafios. Passagens para o Gillette Stadium foram aumentadas para US$ 80, enquanto o serviço de ônibus oferecido chega a US$ 95. Para aqueles que optarem por alugar um carro, os preços começam em US$ 175 e podem chegar a US$ 980 durante jogos decisivos. Adicionalmente, a prática de tailgating, comum nos esportes americanos, foi proibida pela FIFA, o que pode afetar a experiência dos torcedores. A governadora de Nova Jérsei, Mikie Sherrill, criticou a FIFA, afirmando que a entidade lucra US$ 11 bilhões com o evento, enquanto impõe custos aos estados e contribuintes.
Source: Globo Esporte - 2026-04-17